RSC pela valorização da mulher e 3 projetos que você precisa conhecer

8 de março de 2021. Mais um Dia Internacional da Mulher pra conta e muita gente ainda não entende a importância dessa data.

Mas calma, a ideia aqui não é fazer críticas e sim trazer soluções! É inspirar nossa comunidade movida por propósitos sociais com exemplos concretos e atuais da Responsabilidade Social sendo ferramenta para desenvolver iniciativas de apoio e valorização da mulher.

Como nasceu o Dia internacional da Mulher?

Há algumas controvérsias quanto ao momento exato da criação desta data comemorativa. Alguns dizem que teria nascido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York, em que mais de 100 operárias morreram carbonizadas.  Outros dizem que nasceu na Rússia depois de uma greve de operárias têxteis em São Petesburgo.

Há algumas outras versões, mas o fato é que, há mais de um século, mulheres no mundo inteiro vem lutando para terem direitos básicos reconhecidos. Já caminhamos bastante, mas ainda não dá pra enxergar o final da estrada olhando para o horizonte.

O que é o feminismo e por que ele é importante?

O feminismo é um movimento social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens em todas as esferas: política, social, econômica e cultural. Simples assim.

A forma de se promover a causa ocorre de diversas formas, das mais brandas às mais radicais, todavia o objetivo aqui não é julgar as maneiras pelas quais as mulheres se expressam dentro desse contexto.

Por que o movimento é importante?

Para demonstrar a seriedade dessa conversa, vou expor alguns tópicos somente com informações do nosso cenário nacional.

  • O voto feminino só  foi aprovado em 1932 e incorporado à Constituição de 1934;
  • As mulheres por aqui só puderam frequentar a escola básica a partir de 1927;
  • Nas universidades isso só aconteceu mais de 50 anos depois, em 1979;
  • De acordo com o Código Civil de 1916, a mulher só poderia trabalhar fora caso o marido lhe concedesse autorização. Foi só em 1943 que, segundo a Consolidação das Leis Trabalhistas, isso mudou. 

Parece que tudo isso aconteceu há muito tempo, né? Só que não. Estamos falando de um passado relativamente recente. E se ninguém tivesse feito nenhum questionamento, até hoje viveríamos com essas limitações. Portanto, dar luz ao assunto além de ser essencial é uma questão humanitária.

“Mas a gente dá a mão e elas já querem o braço! Será que todas essas conquistas já não são suficientes?” 

Não.

Veja abaixo algumas das inúmeras questões que ainda precisamos superar:

  • Os casos de violência contra a mulher, que já eram assustadores, se multiplicaram a partir da pandemia. O relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca que casos de feminicídio cresceram 22,2% entre março e abril de 2020, em 12 estados do país.
  • Uma análise recente da Organização Internacional do Trabalho, OIT, agência da ONU, mostrou dados de 115 países e concluiu que a diferença salarial média é de 14%. 
  • O mesmo estudo da OIT mostrou que cerca de 73% de todos os gerentes são homens, bem como 77% dos trabalhadores artesanais e comerciais. 

E eu poderia usar muitas linhas mais para provar muitas outras disparidades, mas já considero essa missão cumprida.

Agora é hora de entrar na parte boa desse artigo, mostrando como empresas e a sociedade civil têm protagonizado movimentos pela valorização da mulher!

3 exemplos de RSC pela valorização da mulher

Boa falar de coisa boa!

PWC

PWC não é apenas uma empresa que se dedica a prestar serviços de alta qualidade nas áreas de auditoria e consultoria.

A empresa também traçou um compromisso claro de fortalecer a liderança feminina. Em junho de 2015 assinaram o termo de Compromisso aos Princípios de Empoderamento das Mulheres ou WEPs (Women’s Empowerment Principles), criado pela ONU Mulheres e Pacto Global. 

Criaram também o “Wil – Women in Leadership”, um programa de aceleração de liderança feminina, no qual, em uma de suas edições, 61% das mulheres participantes foram promovidas a diretoras e sócias num espaço de dois anos. 

Desde a adesão, a empresa foi reconhecida pela 3ª vez ganhando prata no Prêmio WEPs Brasil, iniciativa realizada pela Itaipu Binacional em parceria com a Rede Brasileira do Pacto Global e ONU Mulheres Brasil que visa reconhecer empresas com melhores práticas de empoderamento das mulheres no Brasil.

Mais informações sobre a RSC da PWC podem ser encontradas no site da corporação.

Avon

A empresa de cosméticos que agora “está on”, criou o Instituto Avon com o objetivo de mobilizar a sociedade para promover o enfrentamento do câncer de mama e da violência contra a mulher no Brasil. 

Para cumprir essa missão, a iniciativa se sustenta em quatro grandes pilares: Conhecimento, Articulação, Apoio a Projetos e Engajamento e Impacto. 

Desde 2003, foram investidos 86 milhões para o desenvolvimento de 161 projetos e doação de 51 mamógrafos e 32 aparelhos de ultrassom. Por meio destas doações, mais de 2.3 milhões de mamografias e 471 mil ultrassonografias de mama foram realizadas e 38.5 mil diagnósticos positivos feitos. 34 milhões já foram destinados para 193 projetos para integração da rede de proteção à mulher em situação de violência. 

Só em 2018, o instituto contribuiu com a formação de mais de 4 mil agentes públicos (policiais, ouvidores(as), juízes(as), agentes de saúde), facilitou o atendimento de mais de 3000 mulheres por advogadas e terapeutas por meio do Mapa do Acolhimento e viabilizou que mais de 10 mil atendimentos online pudessem ser feitos pelo aplicativo Mete a Colher.

EDP

No que tange a Responsabilidade Social, a igualdade de gênero é uma das prioridades da EDP, sendo um dos objetivos da Política de Diversidade e Inclusão da empresa. Esta política assegura o princípio de igualdade nas áreas de recrutamento, formação, gestão de carreira, remuneração e benefícios sociais, entre todos os colaboradores.

A diversidade é vista como essencial pela empresa e é fomentada através de ações concretas no dia a dia. Estas passam pela criação de awareness, junto dos colaboradores, para situações de desigualdade ou preconceito, mas também pela identificação de possíveis barreiras à igualdade — e medidas para superá-las. 

O site da empresa conta com a página – “Mulheres na EDP: O caminho para igualdade”, um espaço todo dedicado à valorização da mulher. 

3 projetos que você precisa conhecer

De mulher para mulher

Abaixo destaco 3 projetos de acolhimento criados e protagonizados por elas! 

Mapa de acolhimento

“Nenhuma mulher deve sofrer sozinha”. Essa é a bandeira levantada pelo projeto “Mapa de acolhimento

Trata-se de uma rede de solidariedade que conecta mulheres que sofrem ou sofreram violência de gênero a psicólogas e advogadas dispostas a ajudá-las de forma voluntária. A plataforma funciona como uma espécie de tinder da solidariedade.

É simples: profissionais das áreas da psicologia e direito se inscrevem no portal para prestar apoio, se conectando, através no mesmo ambiente, com mulheres que sofreram violência e precisam de acolhimento. Uma equipe checa os dados e localização cadastrados em um sistema automatizado que envia os contato da vítima para a voluntária mais próxima.

O portal do mapa de acolhimento também disponibiliza:

  1. Guia dos Serviços Públicos”, que elenca todos os serviços disponíveis para atendimento e acolhimento de mulheres no Brasil;
  2.  Mapa dos Serviços Públicos de Proteção às Mulheres”, com informações atualizadas sobre o funcionamento desses serviços durante a pandemia.

Você é uma psicóloga ou advogada e quer ser voluntária? Inscreva-se neste link

Também é possível apoiar o projeto através fazendo doações ou simplesmente compartilhando  a iniciativa nas suas redes sociais. 

Justiceiras

O Projeto Justiceiras idealizado pela promotora de Justiça de São Paulo Gabriela Manssur, fundadora do Instituto Justiça de Saia, em parceria com a advogada Anne Wilians, fundadora do Instituto Nelson Wilians e João Santos, fundador do Bem Querer Mulher, surgiu para apoiar e acolher mulheres que buscam sair da violência e reconstruir suas vidas.

É uma rede de voluntárias formada por psicologas, advogadas, profissionais que trabalham com serviço social, médicas, ou qualquer mulher que exerça outra atividade e deseje promover sororidade e acolhimento online.

Como funciona?

A dinâmica é bem similar ao mapa de acolhimento. Voluntárias se inscrevem dentro do portal “Justiceiras” se disponibilizando a prestar seus serviços e dentro da mesma plataforma, mulheres vítimas de agressão se cadastram para receber apoio. A iniciativa já conta com mais de 2 mil voluntárias cadastradas. 

Clique aqui para prestar apoio ou nesse link para solicitar ajuda.

#MeToo

O movimento #MeToo decolou através do engajamento de atrizes de Hollywood na luta contra a cultura de assédio sexual. Tudo começou quando o New York Times divulgou um caso envolvendo um dos maiores executivos de Hollywood, Harvey Weinstein, onde o mesmo foi acusado de cometer assédio e outros crimes contra a mulher contra dezenas de atrizes.

A atriz Alyssa Milano então propôs no Twitter que todas as mulheres que tivessem sido sexualmente assediadas ou agredidas usassem a hashtag #MeToo. A ideia era deixar clara a gravidade da situação e funcionou brilhantemente fazendo com que cerca meio milhão de mulheres subissem a hashtag nas primeiras 24 horas.

O movimento #MeToo então se multiplicou e hoje tem alcance global, contando com uma plataforma onde denúncias podem ser feitas tanto por quem foi vítima de abuso quanto por quem conhece alguma vítima e quer apoiar. As mulheres também podem usar o portal para contar histórias, dando relatos e incentivos.

Outras mulheres também podem se inscrever no portal para prestar qualquer tipo de apoio profissional.

Elogie uma mulher hoje!

Aqui no V2V fazemos questão de apoiar a causa e criamos um banner para que os nossos clientes usem nos seus portais de voluntariado! O intenção é promover uma onda de incentivos onde, através de elogios sinceros, qualidades profissionais e pontos positivos da personalidade de milhares de mulheres sejam exaltados!

Presenteie agora uma mulher com o seu elogio!

Como o movimento é de todos, estamos disponibilizando o banner aqui, para que juntos, possamos expandir esse movimento.

Clique abaixo e use sem moderação! 😉

Se você é um gestor de Voluntariado e RSC e quer dar voz às suas iniciativas sociais, entre em contato através do contato@v2v.net. Será um prazer compartilhar a sua história! 😉

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Renata Bonito

Renata Bonito

Publicitária, atualmente responsável pela área de comunicação e marketing do V2V, criadora do V2V Cast - 1º podcast de Voluntariado e Responsabilidade Social do Brasil, e conselheira de mídias sociais da ONG Amigo não se Compra. Graduada em Propaganda e Marketing pela ESPM/RJ e pós-graduada em Gestão de Negócios pelo IBMEC/RJ.

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