Do Portal do Voluntário ao V2V.net: uma história escrita por milhões de mãos

5 de dezembro é o Dia Internacional do Voluntário.
Para nós, é também dia de aniversário. Foi nessa mesma data, há 25 anos, que começamos  com uma ideia que, na época, ninguém sabia muito bem onde ia dar. O que a gente sabia é que havia um desejo enorme de participação e uma falta enorme de caminhos para essa participação acontecer de forma estruturada.


Tudo começou no quintal de uma casinha amarela, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Ali, atendendo a um convite da Rede Globo e do Programa Voluntários da Comunidade Solidária, nasceu o desafio: criar o Portal do Voluntário, um espaço digital para conectar quem queria ajudar com projetos sociais que precisavam de apoio.

Logo no início, tomamos uma decisão que mudaria todo o resto:
Em vez de viver de doações, iríamos prestar serviços. E em vez de olhar apenas para instituições, escolheríamos focar nas pessoas.

Do “consumidor de vagas” ao criador de oportunidades

Na época, era comum enxergar o voluntário como alguém que “preenche uma vaga” já desenhada por outra pessoa. Nós decidimos olhar por outro ângulo.

E se o voluntário não fosse só alguém que ocupa um espaço, mas alguém que cria espaços?
E se, em vez de apenas consumir oportunidades de participação, ele tivesse ferramentas para propor ações, mobilizar colegas, articular parcerias?

Foi aí que um lema passou a nos guiar: quem quer, vai e faz.

Essa escolha mudou tudo. A plataforma começou a ganhar funcionalidades muito parecidas com o que, anos depois, o mundo chamaria de rede social. Voluntários podiam criar oportunidades, divulgar ações, produzir conteúdo, mobilizar outras pessoas.

Sem perceber, estávamos construindo uma rede distribuída (P2P) a serviço da causa: de voluntário para voluntário, de pessoa pra pessoa.

Quando as empresas entraram na história

Em pouco tempo, começamos a apoiar grandes empresas na criação de redes internas de voluntários, dentro e fora do país. O que era um portal virou também plataforma de gestão de voluntariado, aliando tecnologia e consultoria para quem queria levar o social a sério.

Foi dessa evolução que nasceu o nome que nos acompanha até hoje: V2V – Volunteer to Volunteer. Uma lembrança permanente de que o ponto de partida e de chegada são sempre as pessoas.

25 anos depois, o que o voluntariado nos ensinou?

Olhando para trás, depois de apoiar centenas de empresas e milhões de voluntários, alguns aprendizados se destacam:

  1. Voluntário é protagonista, não “apoio extra”
    Os programas mais fortes são aqueles em que os voluntários têm voz, espaço de criação e autonomia para propor e conduzir ações.
  2. Boa vontade não basta – é preciso método
    Quando o voluntariado é conectado à estratégia da organização, planejado com clareza e acompanhado com dados, o impacto deixa de ser episódico e passa a ser consistente.
  3. A transformação acontece de pessoa pra pessoa
    Antes de qualquer coisa, o que faz diferença é o encontro: o diálogo entre quem quer contribuir e quem precisa de apoio, o vínculo que se cria entre colaboradores, comunidades e organizações sociais.
  4. Empresas mudam quando pessoas se movem
    O voluntariado corporativo puxa conversas sobre propósito, sobre o papel das empresas no mundo, sobre ESG que sai do relatório e entra no dia a dia.
  5. Voluntariado é uma das formas mais poderosas de aprender
    Quem se voluntaria volta com outro repertório, outra escuta, outra forma de enxergar seu próprio trabalho. Isso transforma não só a sociedade, mas a própria cultura organizacional.

Um convite para os próximos 25 anos

Neste Dia Internacional do Voluntário, nosso movimento é de gratidão e de convite.

Gratidão aos voluntários  que decidiram dizer “sim” ao desconhecido, colocar a mão na massa, experimentar novos papéis e ajudar a construir um mundo mais justo e mais humano.

E convite para quem lidera programas de voluntariado, áreas de responsabilidade social, ESG e RH: que tal olhar para o voluntariado não como algo periférico, mas como motor de cultura, inovação e aprendizagem dentro da empresa?

Se os últimos 25 anos nos ensinaram algo, foi isto: quando uma pessoa decide voluntariar, o impacto nunca fica só nela. Ele se espalha em rede. De voluntário para voluntário. De pessoa pra pessoa. E é exatamente essa rede que queremos seguir fortalecendo nos próximos 25 anos.


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