Sugestão de ação: voluntariado divertido com jogos de tabuleiro

Os jogos de tabuleiro são excelentes como ações de integração e manutenção das relações entre os voluntários da sua empresa e a comunidade ou entidade parceira.

Veja nesse post os benefícios dessas dinâmicas e algumas dicas do que fazer com essa temática divertida. 

Os benefícios de trabalhar com jogos de tabuleiro

Algumas das vantagens dos jogos de tabuleiro são saber ganhar e perder, lidar com as emoções na montanha russa dos games, simular situações de vida, de sociabilidade, de respeito aos integrantes, e compreender que obter uma desvantagem não significa um demérito como indivíduo ou grupo, mas sim uma reavaliação de rotas e estratégias.

“Os jogos, além do caráter lúdico e divertido que proporcionam ao jogador, também desenvolvem funções que vão além do entretenimento, envolvendo também aspectos sociais, cognitivos e afetivos do participante” – conforme mencionado no site Brasil Escola.  

Ainda sobre as habilidades adquiridas:

“O lado cognitivo diz respeito às competências acadêmicas desenvolvidas pelo estudante com as jogadas, como por exemplo: habilidades de raciocínio, estratégia, comunicação, administração, inteligência emocional, liderança, concentração, negociação, entre outras” – site Brasil Escola.

Os jogos trazem inúmeros benefícios no processo de aprendizagem de uma criança, propicia treino cognitivo e promove a sociabilidade dos indivíduos em geral. Por isso, entendemos que em um grupo de voluntários é fácil e positivo estimular tudo isso!

E se você é um gestor de voluntariado empresarial fique então atento para essa possibilidade de estimular uma ação que é simples, de fácil adesão e aplicabilidade, e excelente para vincular os voluntários e as entidades parceiras do projeto de voluntariado.

Combine o jogo com a instituição parceira 

Decidido seguir por esse caminho proponha a ação para a entidade de quem o seu grupo é parceiro (Sim! Uma ação sempre começa por ma proposta de ação 😊!) Pode ser essa instituição uma escola, uma creche ou um centro recreativo caso o seu foco seja trabalhar com o público infantil e adolescente, ou também hospitais e casas de saúde em geral caso queira expandir o público participante, por exemplo.  

Para te ajudar a propor os tipos de jogos para cada público e idade você pode acessar o Tabuleiro Online e filtrar os jogos por idade mínima, complexidade e por duração. Esse site é bem completo e tem lá todos os detalhes de cada jogo – eu mesmo não conhecia vários!!!

Algumas características que podem fazer toda diferença:

Quando for escolher os jogos com o seu time, tente propor algumas opções que tenham:

  • Regras simples: nada de grandes compêndios que exijam horas de leitura para que se compreendam as regras. Mas atenção: simples não quer dizer bobo!
  • Partidas de duração curta: as partidas dos novos jogos têm duração média de 30 minutos, e é melhor ter a oportunidade de recomeçar do que parar um jogo pelo meio ou se arrastar para além do turno permitido para o aluno, hóspede ou paciente (a depender de quem é o público beneficiário).
  • Jogos inclusivos: dificilmente alguém fica de fora no meio do jogo. Todos permanecem até o final – mesmo que com dificuldades.
  • Dinâmica que valoriza o mérito e não a sorte: o jogador deve ganhar porque soube tomar a decisão certa e não porque tirou um número maior no dado.
  • Visual atraente: são jogos extremamente preocupados em oferecer uma experiência estética, que encha os olhos do jogador.

(Encontrei essas e outras dicas aqui no link da Superinteressante).

Pinte um tabuleiro no chão do pátio e faça um jogo de Dama humano! 🙂

Deixe disponível o material

Se for possível, providencie jogos com objetivos didáticos. Por exemplo, se forem brincar numa escola, converse antes com a coordenadora pedagógica, e depois deixe o material disponível em sala ou na entidade. 

Para esses casos, uma maneira de envolver os alunos é propor que pesquisem a história desses jogos ou até mesmo façam juntos os próprios jogos!

Isso mesmo, o processo de confecção de jogos com materiais recicláveis pode ser super construtivo, colaborativo e ainda estimular o raciocínio do reaproveitamento e preservação do meio ambiente.

Torne o processo parte da ação: produzam os próprios jogos! 

Clique aqui e veja 10 ideias de jogos para que possam fazer de forma fácil e divertida.

Veja 3 exemplos:

1. Dama

O jogo de Dama é um clássico. Você pode fazer o tabuleiro com uma peça de papelão e as peças com tampinhas.

Fonte: http://www.comofazeremcasa.net/

2. Jogo da Velha

É daqueles que primeiro nos desafiam na vida, não? É aquele jogo que pode ser feito com folha de papel e caneta, contudo o processo de produzi-lo com produtos reciclados pode ser como um todo muito divertido, especialmente para as crianças menores.

3. Dominó

Não vai ficar igualzinho ao dominó que conhecemos, mas com 56 tampinhas e 7 pedações de EVA de cores diferentes (ou cartolinas e outro material colorido) dá para produzir um dominó divertido e funcional.  

Jogue online!

Outra possibilidade sempre em mãos é estimular os jogos e também a conectividade. Os jogos online estão disponíveis para fazer tudo isso sem o material físico, e os objetivos aqui serão outros: o incentivo e o uso das tecnologias, ou mesmo da acessibilidade. Assim, você pode jogar, por exemplo, em leitos de crianças ou idosos internados ou com dificuldade de locomoção.

Nesse outro link que garimpei você pode encontrar alguns jogos de tabuleiro online e usufruir a partir daí!

E é isso!

Se optar por implementar uma dessas dicas não deixe de registrar e partilhar a experiência conosco.

Lembrando que o voluntariado é um jogo onde todo mundo ganha!

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Bruno Barcelos

-Treze anos de significativa experiência nas áreas de Sustentabilidade, Investimento Social Privado, e Voluntariado, com foco em planejamento, gestão, monitoramento, e avaliação de iniciativas privadas e públicas. Bem como experiência em gestão (estratégica – operacional) empresas e em ONGs e articulação entre parceiros dos setores diversos. Amplo experiência no desenvolvimento de assessorias, capacitações e palestras nos temas acima citados, adicionalmente às expertises em prospecção, atendimento, negociação, venda, e na criação/customização de soluções para empresas de grande, pequeno e médio porte nos temas correlatos.

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