Por que incluir PCDs na empresa pode ser transformador para todos os colaboradores

 

“Lembramos que é importante não tratar com paternalismo e superproteção para não prejudicar seu desenvolvimento pessoal e profissional. Cuidar não é sinônimo de paternalismo e sim de acompanhar, aprender e ensinar de forma compartilhada, ativa e desprovida de preconceitos.“ (Tania Bueno, psicóloga)

 

Mariana XXXX trabalha na EY desde xxx e agora será madrinha do programa Best Buddies na empresa. Ela tem síndome de Down e xxxxxxxxx.

 

A Mariana está na EY desde 2014 e, iniciou sua trajetória conosco como auxiliar de secretária. Permaneceu durante 2 anos neste cargo inicial e logo após migrou para a área de Talent Team ( RH), primeiramente na área de Atração e Seleção e atualmente na área de On Boarding ( Integração de Novos Profissionais). Segundo ela a adaptação foi fácil, pois  gosta de se relacionar com muitas pessoas , é rápida de raciocínio e gosta de aprender novas coisas. Percebe também que sua adaptação foi favorecida por já ter tido outras experiências profissionais  além  de ter sido capacitada pela APAE de SP desde o seu nascimento. De todas atividades neste período de 3 anos e 8 meses que está na EY o projeto que mais gostou de participar foi do Vídeo do Programa EY Able com o seu depoimento sobre sua experiência na EY. No último mês recebeu o convite de ser madrinha do Programa de Amizade da Best Buddies ( programa de voluntariado que consiste em duplas, sendo uma pessoa sem a condição de deficiência-profissional  voluntário da EY (Best) e uma Pessoa com Deficiência Intelectual – (Buddies). Ficou muito feliz com esta oportunidade pois imagina que possa contribuir na aprendizagem das Pessoas com Deficiência Intelectual em questões de autonomia, independência e como lidar com dinheiro. Segundo ela são esferas importantes para as PcDs. Atualmente tem este papel no Programa Simbora Gente e Grupo Lazer- ambos são grupos de Pessoas com Sindrome de Down que focam na socialização destas pessoas.

 

“Quando falamos de PcD Intelectual se faz necessário o apoio humano, ou seja, empoderamos os colegas de equipe e gestores com formas de lidar com este tipo de deficiência. Além das instruções básicas se faz necessário a convivência e o acompanhamento, pois a deficiência requer considerações, mas estamos falando de uma pessoa com características distintas das demais que também podem ter esta deficiência.” (Cristiane Santos)

 

Para ajudar as empresas nesse processo listo abaixo alguns passos simples que tem o intuito de incluir verdadeiramente a pessoa com deficiência, fazendo com que ela se sinta parte do time, contribuindo profissionalmente com a organização e sendo respeitada como um ser humano com potencial, mas com algumas limitações inerentes à deficiência:

  • Assumir a Inclusão como valor corporativo;
  • Mudar a visão da questão, ou seja, transferir o foco da deficiência para as potencialidades da PCD;
  • Diluir preconceitos abertos e velados;
  • Sensibilizar e compartilhar responsabilidades no recrutamento, acolhimento, integração, desenvolvimento e movimentação na empresa;
  • Abrir espaços adequados em toda a empresa;
  • Investir em adaptações ambientais;
  • Flexibilizar processos e procedimentos;
  • Predispor-se favoravelmente para receber, contratar, apoiar e desenvolver.

 

 

 

Agora é com você

Como tem sido a inclusão de pessoas com deficiência na sua empresa? Separei aqui algumas perguntas para reflexão, que podem até mesmo ser usadas em uma conversa com os colaboradores da empresa, em uma ação de mobilização interna sobre o tema. Promova um debate na organização! Você pode alterar, retirar ou acrescentar perguntas de forma que se adaptem melhor à sua realidade:

  1. Em nosso quadro de funcionários, há colaboradores com necessidades especiais? Que necessidades são essas?
  2. O espaço físico da empresa é adequado para receber cadeirantes, pessoas com visão reduzida, surdez e outros?
  3. Os colaboradores sabem lidar com colegas que possuem alguma deficiência? Sabem quando e como devem oferecer ajuda?
  4. O que nossa cultura empresarial diz sobreotema? Há alguma política ou orientação explícita?
  5. Caso a empresa tenha um Programa de Voluntariado, a causa da inclusão de Pessoas Com Deficiência é abordada?
  6. Como podemos trazer a cultura da inclusão para nossa empresa, de modo a acolher as pessoas que possuem necessidades especiais?

Isso significa que você pode, com poucas adaptações, empregar um colaborador com algum tipo de deficiência física ou mesmo mental. E mais: eles podem atuar não só na empresa, mas também como participantes do Programa de Voluntariado! Neste post já chegamos a dar um exemplo que acontece no Ita