Voluntários são agentes do respeito! E podem ajudar a humanizar relações, e a estabelecer condições de igualdade e não discriminação.
Encontre neste post informações que apoiarão você e a sua iniciativa de voluntariado a combaterem algumas formas de preconceito na sua comunidade.
O que é o preconceito?
Os desafios contra a discriminação se apresentam diariamente: na TV e na internet estão estampados casos de preconceito, que têm como objetivo reforçar um status quo de dominação de classes e gêneros. E afinal, o que é o preconceito?
O preconceito é um juízo discriminatório perante pessoas e grupos sem as conhecer, e sem razão.
“Preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento. É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento crítico ou lógico. O preconceito é resultado da ignorância das pessoas que se prendem às suas ideias pré-concebidas, desprezando outros pontos de vista, por exemplo. Na maioria dos casos, as atitudes preconceituosas podem ser manifestadas com raiva e hostilidade” (Significados).
O problema é que a história traz consigo conjuntos de crenças dominantes que ainda buscam colocar na periferia o que é diferente.
E hoje, implementar a lógica da diversidade é uma forma a possibilitar que o padrão discriminatório não se perpetue.
“Nas características comuns a grupos, atitudes preconceituosas são aquelas que partem para o campo da agressividade ou da discriminação. O preconceito faz parte do domínio da crença por ter uma base irracional, não do conhecimento fundamentado no argumento ou no raciocínio” (Significados).
Existem diferentes tipos de preconceito, e aqui neste post vamos falar sobre alguns deles.
Mas antes: você sabe a diferença entre preconceito e discriminação? Veja a diferença e converse sobre ela com os seus amigos e família:
Qual a diferença entre discriminação e o preconceito?
A ação.
A discriminação é o preconceito em ação, e pode acarretar em punições para quem discrimina, inclusive a judicialização e a prisão.
Existem leis que combatem a discriminação no Brasil, especialmente a Lei nº 7.716, DE 5 de janeiro de 1989, que diz:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional” (Lei nº 7.716, DE 5 de janeiro de 1989).
Ou seja, por trás de uma ação de discriminação, sempre haverá um preconceito estrutural, e é sobre ele que voluntários e toda a sociedade devem agir.
Tipos de preconceito que geram discriminação
Quais são os tipos de preconceito?
O preconceito pode ser racial, de gênero e orientação sexual, contra as pessoas com deficiências, religiosos, sociais e nunca vem só. Quase sempre a pessoa preconceituosa é um construto de juízos, e todos eles baseados na ignorância.
Veja abaixo a descrição de dois deles que tem, coincidentemente, como marco importante a data de 21 de março.
Preconceito contra as pessoas com deficiência
O Estatuto da Pessoa com Deficiência atesta que a discriminação contra pessoas com deficiência passa a ser crime, sujeito a pena de três anos de reclusão.
E este preconceito tem se mostrado como daqueles que as pessoas tem vergonha de assumir:
Concordam que é “feio” ter preconceito contra as pessoas com deficiências, mas na hora de favorecer a empregabilidade e promover mudanças que as incluam na prática, a sensação é sempre de que “dá muito trabalho”, sem a real noção dos benefícios que a inclusão pode gerar.
Uma das vítimas do preconceito são as pessoas com Síndrome de Down, que tem no dia 21 de março o “Dia Internacional da Síndrome de Down”, como parte de um movimento que advoga pela sua inclusão social e não discriminação.
“Na campanha para o Dia Mundial da Síndrome de Down de 2023, convocamos pessoas e organizações de todo o mundo a fazerem as coisas Conosco, Não Por Nós. A mensagem “Conosco, não por nós”, é fundamental para uma abordagem da deficiência baseada nos direitos humanos. A Síndrome de Down Internacional, que lidera os eventos pelo Dia Internacional da Síndrome de Down, espera superar o modelo caritativo da deficiência ultrapassado, onde as pessoas com deficiência eram tratadas como objetos de caridade, merecedoras de pena, contando com o apoio de outras pessoas” (Dia Internacional da Síndrome de Down).
Preconceito racial
O preconceito racial no Brasil também é crime, e é historicamente estruturado na ideia de superioridade de uma raça ou etnia, e fortalecido em nosso país pelo histórico escravista, e ainda reforçado diariamente em nossas instituições.
Uma pesquisa mostra que 75% das empresas brasileiras apontam o racismo como principal discriminação no ambiente de trabalho, seguido por opiniões políticas (42%) e aparência física (37%).

Coincidentemente, o dia 21 de março também é o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial e pode ser um importante marco para se falar e agir sobre o assunto dentro da sua empresa.
Os outros tipos de preconceito
Outros preconceitos marcam tanto quanto esses dois, e estão, infelizmente, muito presentes em nosso país, tais como:
– Preconceito de Gênero: onde reside o machismo, a misoginia, a homofobia e a transfobia.
– Preconceito de religioso: onde um indivíduo é discriminado pela sua prática e crença religiosa.
– A xenofobia: que é o preconceito e aversão aos estrangeiros.
– A gordofobia: que é um preconceito estrutural sobre o corpo, e que se manifesta pela aversão ao corpo gordo.
E todos eles podem ser combatidos por ações concretas, ao se fazer valer a legislação, e por meio da sensibilização realizada por grupos de voluntários.
O voluntariado contra o preconceito
O voluntariado pode combater o preconceito por meio de ações de suporte e sensibilização.
Como a ação #JuntosPorMarias, uma campanha que acontece no mês de março e convoca a sociedade para se transformar em uma rede de influenciadores do bem, capazes de salvar vidas de mulheres por meio da informação, em combate à discriminação e violência de gênero.
O mesmo pode ser feito em sintonia, por exemplo, com o Dia Internacional da Síndrome de Down e o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, ambos comemorados no dia 21 de março, fazendo deste mês um grande momento de estímulo ao respeito e à inclusão.
Ações como:
- Construir soluções para a comunidade em parceria com pessoas de Síndrome de Down.
- Fazer campanhas de sensibilização contra a discriminação de raça dentro da sua empresa.
- Apoiar empresas e instituições para que adequem vagas, cargos e pessoas para pessoas diversas.
- Fazer campanhas na comunidade e nos canais digitais sobre o valor que a diversidade nos traz.
São atividades que podem ser realizadas por voluntários corporativos e por você, enquanto pessoa física, ou melhor, enquanto pessoa cívica.
Portanto, faça da diversidade um valor e combata o preconceito, que se faz urgente.
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