Tendências da Responsabilidade Social e do Investimento Social privado em 2021

Nesse post, primeiro apresento duas fontes e seus respectivos dados com tendências para a Responsabilidade Social Corporativa e o investimento social privado para 2021. Na sequência, apresento alguns alertas clássicos de como manter a sua rede interna engajada no desenvolvimento dessas ações solidárias.

Aproveite!

Previsões segundo a Forbes

Em uma matéria para a Forbes, David Hessekiel buscou uma variedade de líderes estratégicos e perguntou sobre as tendências da Responsabilidade Social Corporativa para 2021.

O que se destaca neste artigo?

Top assuntos e causas

São tendências: diversidade, equidade e inclusão, saúde, justiça social, novos medicamentos e pesquisas médicas, segurança pessoal e bem-estar geral, apoio à saúde mental, resiliência da comunidade, habitação, apoio para pequenas empresas, educação STEM para promover inovação.

Tendências pela preservação do Meio Ambiente

– Um novo foco no envolvimento corporativo com um planeta saudável diante das mudanças de governo nos EUA, a pauta e as evidências das alterações climáticas, e a pandemia;

– A geração Y e gerações sucessoras, se mantém com seu maior compromisso com a sustentabilidade do que as gerações anteriores.

Posicionamento de marcas e parceiros

– Ações sociais com vínculo mais explícito com a marca, os produtos, serviços e recursos da empresa;

– Alianças com parceiros sem fins lucrativos que podem fornecer suporte nas ações emergenciais, bem como projetos com mudanças transformacionais de longo prazo serão diferencial;

– Maior investimento em parcerias genuínas, multidimensionais e duradouras. 

Outras tendências

– Inovação tecnológica para promover e facilitar mais filantropia e caridade;

– Alguns fundos altamente relevantes serão transferidos para apoiar questões sociais pós-Covid.

Investimento social no Brasil

No Brasil o GIFE reuniu os aprendizados e as agendas que ganharam relevância em 2020 e apontou “tendências e oportunidades para a atuação do investimento social e da filantropia no próximo período.

São as tendências e oportunidades segundo esses atores

1) Menos burocracia e mais agilidade

e objetividade na relação com parceiros e grantees;

2) Ampliação da colaboração entre o setor

com novas práticas, mais plurais, de co-criação e execução compartilhada, para resultados mais robustos e em maior escala;

3) Crescimento do apoio ao setor de investimentos

e negócios de impacto;

4) Equidade racial

como valor integrado à tomada de decisões de empresas, institutos e fundações;

5) Modelos híbridos

de atuaçãopresencial/digital;

6) Maior atuação sobre algumas agendas

como a ambiental e da democracia;

7) Corresponsabilização de toda sociedade

Governos, empresas e indivíduos), tanto com a doação, quanto com a participação social;

8) Enfrentamento sistêmico às desigualdades estruturais

Raciais, de gênero e de renda;

9) Engajamento de novos players

no enfrentamento de desafios estruturais para o desenvolvimento social a partir de um investimento menos reativo e mais paciente;

10) Ampliação do investimento social no país

11) Combinação de filantropia com outros mecanismos de investimento

como Blended Finance (estrutura de financiamento que congrega vários tipos de capital com expectativas distintas de risco, retorno e impacto);

12) Organização da sociedade civil mais dinâmica e menos ‘formalizada’

fazendo emergir atores na forma de coletivos e movimentos que demandam maior atenção e devem impactar a forma de atuação do setor nos territórios;

13) Incorporação de uma cultura de responsabilidade social e solidariedade nas ações empresariais

15) Evolução dos investimentos ESG 

Sigla para Environmental, Social and Corporate Governance, que pode ser traduzido como Meio ambiente, Social e Governança Corporativa) em nível global, com grandes investidores priorizando a destinação de recursos para negócios com boas práticas ambientais, sociais e de governança;

16) Realização de advocacy sobre políticas públicas ambientais

17) Criação de fundos para o enfrentamento

dos desafios, apoio à sustentabilidade das causas e a iniciativas e instituições com atuação legítima nos territórios;

18) Debate sobre os parâmetros de bem estar social

e o papel de cada setor (público, privado e terceiro setor);

19) Apoio à produção de conhecimento

e evidências para monitoramento e controle social;

20) Protagonismo da sociedade civil organizada

na promoção de agendas públicas brasileiras;

21) Atuação sistêmica e integrada

22) Atuação coordenada em defesa da Amazônia

envolvendo ISP, setor privado, academia e cooperação internacional;

Temas e agendas que podem permanecer e se fortalecer

  • Atenção básica à saúde
  • Conectividade e inclusão digital
  • Cultura de doação
  • Democracia
  • Desmatamento
  • Equidade racial
  • Modelo de escola/ensino, papel e importância do professor
  • Mudanças climáticas
  • Negócios de impacto socioambiental
  • Saúde mental
  • Segurança alimentar

Responsabilidade Social e engajamento social

Se diante desses aprendizados e previsões,  você vive o momento de engajar os seus colaboradores e lideranças para desenvolverem as ações consigo, você precisa seguir alguns passos, e esses passos tem que se relacionar com a estratégia de negócios e a visão da empresa para 2021+.

Ou seja, analise as avaliações até agora, aprenda com o passado mas olhe para o futuro.

Se essas duas coisas estiverem desconectadas (responsabilidade social e visão de futuro da empresa), o matching, a adesão e o engajamento podem não acontecer.

Veja alguns passos relevantes para o momento

Decidir as suas causas, o seu foco de atuação

O seu foco tem a cara da empresa, está alinhado com o negócio, mas também precisa ter a cara dos colaboradores, assim, eles enxergam a si e a empresa refletidos nas causas defendidas pelo seu projeto social. Para isso, estude junto com o seu grupo de trabalho, e apoiadores, as tendências para 2021.

Dialogar com a comunidade e parceiros e perceber as necessidades antes de projetar ações sociais

É sobre as necessidade percebidas, cruzadas aos seus ativos, que você traçará exatamente aquilo que pode fazer, e que trará maior transformação social.

Chamar os líderes para atuarem junto

Os seus líderes precisam estar envolvidos ou os colaboradores não seguirão algum exemplo, ou ainda, poderão se sentir intimidados caso não recebam apoio explícito das chefias.

Planejar sua ação em 2021 muito bem

um planejamento da intervenção social garante muito do sucesso. Portanto saiba improvisar, mas só conte com o improviso se necessário.

Comunicar e mobilizar internamente

expanda a sua causa, o que será feito e do que ela necessita. Assim, sua rede saberá exatamente como ajudar.

Agir! Coloque a ação em prática

Exemplo engaja muito mais.

Reconhecer tudo que já foi alcançado e comemorar!!!

É muito importante para o engajamento celebrar as conquistas alcançadas junto da comunidade. Por exemplo: O ano de 2020 dobrou o investimento social, que passou de 3,25 bilhões de reais em 2018 (Censo GIFE) para 6,5 bilhões de reais em 2020 (Monitor das Doações).

Monitorar os resultados durante o ano para corrigir rotas

Comunicar os resultados para servirem de aprendizado, de exemplo, e ainda mais engajamento.

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Bruno Barcelos

Bruno Barcelos

Quatorze anos de significativa experiência em gestão de projetos nas áreas de Sustentabilidade, Investimento Social Privado, e Voluntariado, empreendidos por iniciativas privadas e públicas. Além de experiência em gestão de empresas e em OSs, bem como a articulação entre parceiros dos setores diversos. Ampla experiência no desenvolvimento de assessorias, capacitações e palestras nos temas acima citados para empresas de grande, pequeno e médio porte.

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