5 benefícios que o Voluntariado traz para sua empresa

Nem sempre é fácil convencer as lideranças de uma empresa a investir em um Programa de Voluntariado. Provavelmente seus superiores estão preocupados com números, produtividade e desempenho – e eles estão certos. No entanto, mais certos ainda estarão se conseguirem perceber que a responsabilidade e a transformação social são impulsionadoras dos propósitos da empresa.

No meio de tantas cobranças, ou ‘no olho do furacão do mercado’, contentrar-se apenas resultados de curto prazo é como sufocar-se diariamente até a própria falência/extinção. Então, que tal mostrar aos seus superiores que operar com sustentabilidade oxigena os negócios e os contextos em que ele opera?

Aqui vão 5 argumentos que mostram como um programa de voluntariado contribui não só para a prosperidade de uma comunidade, mas também da empresa:

1) O relacionamento com as comunidades do entorno melhora 

Muitas vezes, grandes empresas se estabelecem em uma determinada área trazendo transtornos para a população. Uma maneira muito eficiente de diminuir essa insatisfação é estabelecer diálogo com as comunidades e propor que elas se desenvolvam junto com o crescimento da empresa.

Nesses casos, o seu Programa de Voluntariado não dá nada de forma unilateral, pois também se beneficia quando as pessoas impactadas pela operação do seu negócio compreendem que podem se fortalecer sem maiores prejuízos diante da atividade econômica da empresa. Essa visão fica muito mais clara quando a comunidade percebe que a empresa é pautada pela responsabilidade social e preocupação com a sustentabilidade.

Uma empresa operando em uma comunidade é geralmente um fator de mudanças, e estes processos quase sempre são incômodos. Contudo, o voluntariado ajuda a virar esse jogo quando coloca pessoas comuns representantes da empresa para conversar e dialogar com outras pessoas comuns. Isso porque o programa de voluntariado é a parte humana do investimento social da empresa. Muitos dos seus colaboradores também vivem naquela comunidade ou possuem amigos e parentes que fazem parte dela.

Portanto, não é mentira nenhuma dizer que o voluntariado aproxima, cria laços de cooperação e transforma a comunidade (e o contexto onde sua empresa opera) num agente colaborativo. Pois ela estará em desenvolvimento em conjunto com sua empresa. E não o contrário: um negócio que cresce em detrimento das pessoas. Isso não é mais economicamente viável, eticamente concebível ou mesmo inteligente.

2) Os colaboradores aprimoram e revelam novas habilidades

O desempenho de um colaborador se engajando em um programa de voluntariado é uma das coisas mais bonitas que existem. Pessoas extremamente técnicas em suas funções profissionais descobrem um mundo novo, uma forma de operar em situações de recursos escassos, desenvolvem habilidades de relacionamento interpessoal com públicos de realidades completamente distintas da bolha empresarial, e levam um banho de realidade conhecendo a vida como ela é.   

Investir em Voluntariado Corporativo é uma forma natural de descobrir habilidades dos colaboradores e identificar novos líderes, além de desenvolver suas competências substituindo treinamentos entediantes por vivências ricas e cheias de significado. Citando algumas das competências que podem desenvolvidas através do voluntariado:

  • Empatia
  • Trabalho em equipe
  • Curiosidade e facilidade de aprendizagem
  • Resolução de problemas
  • Persuasão
  • Autoconfiança e automotivação
  • Liderança
  • Engajamento
  • Proatividade
  • Criatividade, inovação
  • Autodesenvolvimento
  • Capacidade de lidar bem com os momentos ruins
  • Senso de organização
  • Inteligência emocional
  • Capacidade de analisar situações
  • Coragem e assertividade

Retirei esses tópicos dessa listinha aqui, mas no nosso blog temos algumas matérias que desenvolvem o assunto dos ganhos de competências de uma forma mais completa.

3) Colaboradores inseridos em programas de voluntariado são mais engajados

Pesquisas mostram que os colaboradores que participam das ações voluntárias promovidas pela empresa são 16% mais engajados que os demais. Isso obviamente se reflete em resultados para as organizações.

Eu poderia reduzir a questão para impressionar os financistas simplesmente dizendo: “funcionários mais produtivos geram lucros maiores”. Isso é pura verdade, mas se você parar por aí não estará vendo o cenário como um todo. Pois o lucro da sua empresa não mede o seu sucesso em 360 graus. Por outro lado, um incremento de rendimentos associado a um grande custo de absenteísmo, às custas de licenças e cuidados médicos, e a um rastro de tristeza e estresse talvez não seja lá um gol, mas um rombo.

Vale a pena chegar ao topo da montanha sozinho?

Funcionários felizes produzem mais. E podem ficar ainda mais felizes se produzirem mais sentindo que estão sendo socialmente úteis, gerando prosperidade, um ciclo virtuoso e partilha de benefícios. Esse é o espírito do engajamento: ele não funciona sozinho, de forma unilateral beneficiando apenas o colaborador ou a empresa. Ele é uma via de mão dupla, e às vezes tripa: ele espalha benefícios aos quatro cantos.

E torna o processo produtivo muito mais que uma série de tarefas para aumentar a margem no final do mês ou do ano. Torna-se por si próprio um processo de trabalho agradável, de construção em que naturalmente as margens serão mantidas ou alargadas.

É como cuidar de um rio: não dá para viver da sua margem sem plantar vegetação ciliar. Caso contrário, o seu assoreamento pode nos engolir um dia ou outro.

Se quiser ler mais sobre engajamento no nosso blog:

4) Quanto maior a transformação social, mais consciente e qualificado é o consumo do seu produto

Quanto mais transformações benéficas a sociedade experimentar, maior será a quantidade de pessoas que terão acesso a recursos abundantes. Isso implica em mais poder de consumo, e um consumo mais consciente.

Empresas de consciência mediana imaginam que o consumo consciente significa perdas, mas isso não é uma verdade. Um consumidor ciente da melhor maneira de usar um produto pode trazer economia ou mesmo aumentar as vendas de uma empresa. Por exemplo: um cidadão que pede um empréstimo bancário, precisa ter educação financeira suficiente para se organizar de maneira a quitar esta dívida com o banco. Caso contrário, a instituição terá prejuízo. Ou para uma operadora de planos de saúde, é importante que seu público tenha boas noções de prevenção a doenças, de modo a acionar o plano o mínimo possível.

É aqui que entra o voluntariado. Alguns programas corporativos têm promovido a educação financeira das comunidades, apoiado assim essas pessoas no seu poder de poupança e de economia doméstica. Um exemplo é o projeto Semear, do banco Bradesco. Outro exemplo são empresas ligadas à área de saúde que dão palestras sobre prevenção e cuidados com determinadas doenças.

Além disso, a transformação social traz consigo melhorias na educação, saúde e ampliam o leque de possibilidades de cada indivíduo também na esfera financeira, o que é bom para a economia do país como um todo. Dentro do contexto do voluntariado, o colaborador se torna ativamente esse agente de transformação da sociedade e todos saem ganhando.

5) A imagem da marca “ganha pontos” com seus clientes e com a sociedade

Cada vez mais, a sociedade vem se preocupando em consumir produtos e contratar serviços de instituições que se atuem com responsabilidade. E a conta é simples: se cresce a noção de responsabilidade social dos consumidores e não cresce a da empresa, quem sai perdendo são as organizações que não se adaptam.

Nesse contexto, um Programa de Voluntariado que seja alinhado às práticas de Responsabilidade Social Corporativa permite que os projetos ligados à sustentabilidade sejam potencializados. Além disso, ter os colaboradores colocando a mão na massa e interagindo com a comunidade traz credibilidade ao discurso da empresa. Muitos frutos são colhidos por conta da fusão entre o que se diz e o que está sendo feito por meio das ações voluntárias.

Atualmente, os consumidores entendem que grandes e médias empresas também podem contribuir para a construção de um mundo mais justo. Esse é um comportamento irreversível das próximas gerações.

Faz sentido?

Se esse post te deu argumentos para fortalecer a argumentação das vantagens do voluntariado internamente, fale pra gente!

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Bruno Barcelos

-Treze anos de significativa experiência nas áreas de Sustentabilidade, Investimento Social Privado, e Voluntariado, com foco em planejamento, gestão, monitoramento, e avaliação de iniciativas privadas e públicas. Bem como experiência em gestão (estratégica – operacional) empresas e em ONGs e articulação entre parceiros dos setores diversos. Amplo experiência no desenvolvimento de assessorias, capacitações e palestras nos temas acima citados, adicionalmente às expertises em prospecção, atendimento, negociação, venda, e na criação/customização de soluções para empresas de grande, pequeno e médio porte nos temas correlatos.

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