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Benefícios do Voluntariado: como usá-los para afastar os principais tabus

Um programa de voluntariado corporativo bem estruturado pode trazer inúmeros benefícios internos e externos. A questão é quando surgem crenças e discursos inviabilizadores, frutos do ambiente organizacional. Nesse post vou dar dicas de como argumentar sobre as forças e percepção de valor do voluntariado, desmistificando alguns tabus que possam pairar dentro da sua empresa. Já sentiu essa necessidade antes? Então, vamos ao conteúdo:

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Time mais forte, resultados mais significativos.

Tabu 1: “Se libero meu funcionário para o voluntariado durante o horário de expediente, perco tempo em horas preciosas de trabalho na minha equipe.” (a fala do gestor na operação da empresa).

Raramente um colaborador que se dispõe a ser voluntário da sua empresa é do tipo “baixa produtividade”. Em geral as pessoas que se despertam como cidadãos percebem e exercem bem sua natureza ativa para a produção, para a “mão na massa” e a colaboração. De minha experiência, garanto que não é errado dizer que um excelente cidadão é um excelente colaborador. Seria o mesmo que dizer: “se eu me envolver nos temas de coleta seletiva do meu bairro, não vou ter tempo para limpar minha própria casa”.

Uma das melhores formas de desmistificar o tabu acima é identificando como as pessoas e equipes de alto desempenho fazem muito (e melhor) junto às propostas da empresa,  e também são as primeiras a se engajarem nelas. Já, pelo contrário, quem tende a se engajar e produzir menos pode também desmotivar as atividades coletivas, sempre “correndo atrás do prejuízo”, desacelerando…

Afinal, por trás dessas crenças, estamos falando de falta de tempo ou de planejamento? Falta de produtividade ou de engajamento?

Tabu 2: “Se me dedico ao voluntariado da minha empresa de forma entusiasmada, às vezes posso ser tachado de fazer “greenwashing” do meu desempenho profissional só para aparecer.” (o voluntário).

Há muita oportunidade no ato de valorizar e convidar os colaboradores ao exercício de sua cidadania, dentro e fora do horário de trabalho, deixando claro que o que predomina na equipe é uma cultura de colaboração.

Voluntariado é solução. Saiba relacionar como o trabalho voluntário é um excelente aliado das melhores práticas de gestão de pessoas, uma ferramenta disruptiva de desenvolvimento de competências e lideranças, team building, e de um clima organizacional mais vivo. Esse trabalho de coração e solidariedade, exercido em ambientes de necessidade social, pode também gerar estruturas de equipes mais horizontais e cooperativas. Para se aprofundar nesse assunto baixe nosso e-book gratuito “Desafios de RH e Soluções a partir de mobilização social”.

Qualidade de diálogo com a sociedade

Os voluntários de uma empresa são os ativos mais pessoais e talentosos, e me arrisco dizer que, possivelmente, os mais legítimos representantes da organização junto às comunidades que deseja beneficiar. Muitas vezes a comunidade (que “tecnicamente” é chamada de stakeholder) é composta nada menos que pelos familiares, amigos e conhecidos dos colaboradores da sua empresa, e esses, se capacitados, podem ser os agentes mais empáticos de um diálogo qualificado com a sociedade – um bom programa sabe valorizar isso.

Tabu 3: “Minha empresa não valoriza que eu faça trabalho voluntário. Por isso não faço através dela, mas faço por fora.” (o voluntário 2).

Isso é verdade. Legitimar o sentimento de solidariedade que já existe nas pessoas e equipes da sua empresa faz com que elas topem o desafio de ser um agente de responsabilidade social junto com ela. Nesse sentido, um questionário interno rápido com os colaboradores pode levantar facilmente o que já se sabe por pesquisas mais amplas: o brasileiro é solidário e faz regular ou pontualmente trabalho voluntário nos seus bairros, igrejas e outras instituições. Aqui no V2V percebemos isso claramente: as empresas que têm uma plataforma de voluntariado com espaço reservado para destacar iniciativas dos próprios colaboradores costumam ter um Programa de Voluntariado muito mais ativo. Dar vazão para essa vontade de ajudar e de fazer acontecer levanta forças do principal aliado de um gestor de voluntariado: os voluntários!

Transformação social

 Essa é a causa fim e mais importante das iniciativas de voluntariado: gerar impacto e resultados transformadores para o nosso país. Um projeto bem alinhado com as ações de Investimento Social Privado e de Sustentabilidade da empresa torna-o mais consistente e integrante de uma estratégia mais ampla. Além disso, aqui é possível ganhar sinergia e eficiência de recursos, e o resultado final será menos assistencialista, com a possibilidade de beneficiar públicos de esferas públicas e do terceiro setor em maiores escalas.

 

Essas dicas são o suficiente?

Sim e não. Durante sua trajetória como gestor você terá que lançar mão de um ou mais desses argumentos, e aqui no nosso blog no decorrer das semanas iremos falar de forma prática e desembaraçada sobre mais algumas dicas como:

  • Como gerar confiança juntos às áreas parceiras e gestores;
  • Como otimizar recursos e orçamento;
  • E o que observar na hora de realizar uma avaliação de resultados.

E aí? Gostou?

Dê sua opinião na seção de comentários abaixo e nos deixe saber o que gostaria de ler mais por aqui! E estejam atent@s, pois em breve abriremos um novo canal de comunicação e trocas de ideias sobre os assuntos dos posts do nosso blog.

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Um comentário sobre “Benefícios do Voluntariado: como usá-los para afastar os principais tabus

  1. Um texto muito útil e organizado. É importante alargar a consciência empresarial para a relevância do voluntariado e da sua função social.

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