Pesquisa mostra perfil do doador brasileiro

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) lançou em junho o mais completo estudo já feito no país sobre o perfil do doador brasileiro. O levantamento, encomendado ao Instituto Gallup, entrevistou 2.230 pessoas em todo país, com 18 anos ou mais, residentes em áreas urbanas e com renda familiar mensal a partir de um salário mínimo.

“A Pesquisa Doação Brasil revela um retrato jamais visto, que servirá de base para uma grande campanha pela cultura de doação no país”, relata Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS, que liderou a realização da pesquisa.

“A Pesquisa Doação Brasil revela um retrato jamais visto, que servirá de base para uma grande campanha pela cultura de doação no país.”

O estudo teve como objetivo conhecer quem são, por que doam, como doam e quanto doam, assim como levantar dados sobre o que faria as pessoas doarem mais. Confira conosco alguns resultados dessa pesquisa:

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Perfil do doador brasileiro

De acordo com o estudo, o perfil do típico doador brasileiro é mulher com instrução superior, praticante de alguma religião, moradora das regiões Nordeste ou Sudeste, com renda individual e familiar acima de quatro salários mínimos.

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Além disso a pesquisa mostrou que grande parte das doações realizadas pelos brasileiros são recorrentes.

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Cultura de doação

A maior surpresa proporcionada pela pesquisa foi a constatação de que temos uma cultura de doação em nosso país. O fato de que 77% da população praticou algum tipo de doação ao longo de 2015 mostra que o hábito de doar faz parte da vida do brasileiro.

No ano de 2015, as doações individuais dos brasileiros totalizaram R$ 13,7 bilhões, valor que corresponde a 0,23% do PIB do Brasil.

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Doações pelo Brasil

Levando em conta as regiões do Brasil, em números absolutos, o Sudeste aparece em primeiro lugar, concentrando 43,5% dos doadores. O Nordeste vem na sequência com 31%. Depois aparecem o Sul, com 13%, Norte com 6,5% e Centro Oeste com 6%.

A Pesquisa Doação Brasil mostra não existir uma relação direta entre o tamanho da cidade e a prática de doação em dinheiro, ou seja, mesmo fora das grandes cidades, o brasileiro também doa. Porém, existe uma forte relação entre idade e a prática da doação em dinheiro. Quanto maior a faixa etária, maior a incidência deste tipo de doação. O mesmo acontece em relação ao grau de instrução. Pessoas com nível superior praticam mais doação em dinheiro.

 

Causas que mais sensibilizam os brasileiros

Outra surpresa da pesquisa diz respeito às causas que mais sensibilizam os brasileiros. Enquanto os grandes investidores sociais privados concentram pesadamente suas doações na área da Educação, os brasileiros apontam a Saúde como a área social mais preocupante e sensibilizadora.

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A religião também exerce grande influência no hábito de doar dos brasileiros. Entre os que se declaram católicos na pesquisa, 51% praticam a doação em dinheiro. Entre os espiritas, esse porcentual chega a 58%. Entre os evangélicos entrevistados, 45% disseram fazer doação em dinheiro. A influência da religião sobre o ato de doar não chega a ser surpresa, uma vez que quase todas as religiões pregam alguma forma de caridade, mas o fato de que quase um terço das doações para organizações sociais vão para entidades/ações que têm algum tipo de vínculo com igrejas mostra como as igrejas ainda são muito fortes no Brasil, quando se trata de ações sociais.

 

Perfil do não doador

De acordo com o estudo, o perfil do típico não doador brasileiro é homem, tem baixa escolaridade, não tem religião, é morador da região Sul e não está satisfeito com a sua renda.

Quando questionado sobre os motivos de não doar os resultados apontam principalmente: falta de recursos financeiros, desconfiança e más experiências.

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Conheça a pesquisa Doação Brasil na íntegra, disponível no site do IDIS: www.idis.org.br/pesquisadoacaobrasil

Sociomotiva

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